CAÇA-TENDÊNCIAS


Porque Caça-Tendências


A essas alturas você deve querer saber quem vai à caça das tendências. Eu proponho: todos nós.

A ideia é colecionar uma série de tendências, que estejam ocorrendo em qualquer área. A finalidade é montar um cenário do que está para vir. Do que será o mundo dos nossos filhos e netos.
Tendências essas que melhorem, em sentido amplo, a qualidade de vida do homem contemporâneo. Ou que sejam consequência de evoluções da espécie, de seu auto-conhecimento.
Enfim, neste espaço todos poderão participar mandando idéias descobertas e projetos já realizados ou não.
Mãos a obra!

Comentários

  1. Recomeço o Caça-tendências após 06 anos.Com muitas ideias e com certeza que terei inumeros colaboradoras(es).A roda girou, o mundo mudou e as tendências seguem se transformando. Conto com a ajuda de vocês.

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  2. A DIVERSIDADE SEXUAL DE GÊNERO ONTEM E HOJE
    Gloria Alvarez
    Desde 2011 a Ordem do Advogados do Rio de Janeiro (OAB/RJ) mantém uma Comissão da Diversidade Sexual de Gênero que atua ativamente junto à Presidência da OAB/RJ. O atual presidente dessa Comissão é o advogado e professor Henrique Rabello de Carvalho, que também é pesquisador e professor da Fiocruz. Henrique nos concedeu uma entrevista em que, entre vários assuntos pertinentes à comunidade LGBTQIA+, fez questão de destacar a importância da imprensa no papel de grande disseminadora da diversidade sexual de gênero desde a ditadura militar. Ele cita:- O jornal Lampião da Esquina, circulou entre 1978 e 1981 e no conselho editorial estavam jornalistas e intelectuais como Aguinaldo Silva, João Silvério Trevisan e Darcy Penteado. Teve circulação de 10 a 15 mil exemplares em plena Ditadura Militar. O jornal dava visibilidade àqueles que a sociedade se recusava a reconhecer. Foi o primeiro veículo da imprensa brasileira, feito por e para homossexuais, a abordar a temática de forma aberta e cobrir pautas feministas e raciais.Na edição n.1 do Lampião da Esquina estava escrito: “Lampião reivindica em nome dessa minoria não apenas se assumir e ser aceito – o que nós queremos é resgatar essa condição que todas as sociedades construídas em bases machistas lhes negaram: o fato de que os homossexuais são seres humanos e que, portanto, têm todo o direito de lutar por sua plena realização, enquanto tal (Lampião da Esquina, 1 (0), 1978:2)”.

    Esta é a capa do jornal “Lampião da Esquina” de dezembro de 1979. Sob a manchete “Libertários”, a edição trazia uma série de entrevistas com personalidades da política e da contracultura, como o recém-chegado do exílio Fernando Gabeira e os cantores Ney Matogrosso e Leci Brandão. O jornal foi um marco da imprensa gay e da resistência à ditadura, ao conectar de forma pioneira a luta por libertação sexual e de comportamento com a luta por liberdades políticas e pela redemocratização do país
    As inúmeras medidas autoritárias colocaram em risco permanente a continuidade da publicação. Mas, paradoxalmente, tiveram por efeito colateral e imprevisto: o fortalecimento das redes de resistência. Porém, o periódico não resistiu às crises internas, potencializadas pela repressão ditatorial, o que levou ao seu encerramento. O fim do Lampião da Esquina, sem dúvida, legou profundas marcas e influências para os debates em torno das questões LGBTQIA+ no Brasil, visíveis até hoje. Henrique Rabello de Carvalho destaca, por exemplo, duas decisões do STF, nos últimos anos: - A união estável - apesar de muitos cartórios se negarem a reconhecer no início - e a LGBTfobia, cuja aplicação depende ainda de uma maior capacitação dos agentes públicos. O advogado confirma que temos decisões do STF, mas não temos leis que regulamentem tais casos, como suporte de proteção constitucional e, no plano político, como marco civilizatório. Temos decisões do STF, mas não há garantias. O direito integral à saúde pública é um dos direitos que a comunidade mais reivindica.- A cada 6-8h uma pessoa LGBTQIA+ sofre violência. Essa pessoa sofre com falta de especialista, com filas de espera e desrespeitos ao nome social. Pergunto, então: “Que conselho você daria a um jovem LGBTQIA+ que acaba de sofrer LGBTfobia, antes de procurar um advogado?” - Documentar todo o episódio preservando provas como mensagens, imagens, hora, local, testemunhas. Comunicar ao Disque 100 - plataforma dedicada a registrar esses eventos e espaço importante para a proteção de dados que possam colaborar na construção de políticas públicas. Finalmente, procurei saber a importância da comemoração do Mês do Orgulho LGBTI+ para a Comissão da Diversidade Sexual de Gênero da OAB/RJ.- A celebração é a propósito do episódio que celebra mundialmente as rebeliões de Stonewall, de 1969. É uma afirmação pública da resistência da comunidade. e promove o acolhimento da diversidade sexual de gênero e a necessidade de desenvolvimento de políticas públicas e maior visibilidade.

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